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Basilio De 2 de setembro às 14:13 · O maior escândalo financeiro da história de Portugal A lembrar, relembrar e nunca esquecer!!

 

O maior escândalo financeiro da história de Portugal
A lembrar, relembrar e nunca esquecer!!
Foi a maior burla de sempre em Portugal, qualquer coisa como
9.710.539.940,09 €uros!!!
(paga por todos nós, contribuintes, que não podemos reclamar e sem
que nenhum dos conhecidos criminosos tenha sido responsabilizado…)
João Marcelino, diretor do Diário de Notícias, de Lisboa, considera que “é
o maior escândalo financeiro da história de Portugal. Nunca antes houve
um roubo desta dimensão, “tapado” por uma nacionalização que já
custou 2.4 milhões de euros delapidados algures entre gestores de
fortunas privadas em Gibraltar, empresas do Brasil, offshores de Porto
Rico, um oportuno banco de Cabo Verde e a voracidade de uma parte da
classe política portuguesa que se aproveitou desta vergonha criada por
figuras importantes daquilo que foi o cavaquismo na sua fase executiva”.
O diretor do DN conclui afirmando que este escândalo “é o exemplo
máximo da promiscuidade dos decisores políticos e económicos
portugueses nos últimos 20 anos e o emblema maior deste terceiro
auxílio financeiro internacional em 35 anos de democracia. Justifica
plenamente a pergunta que muitos portugueses fazem: se isto é assim à
vista de todos, o que não irá por aí?”
O BPN foi criado em 1993 com a fusão das sociedades financeiras
Soserfin e Norcrédito e era pertença da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), que compreendia um universo de empresas transparentes e
respeitando todos os requisitos legais, e mais de 90 nebulosas
sociedades offshores sediadas em distantes paraísos fiscais como o BPN
Cayman, que possibilitava fuga aos impostos e negociatas.
O BPN tornou-se conhecido como banco do PSD, proporcionando
“colocações” para ex-ministros e secretários de Estado sociais-
democratas. O homem forte do banco era José de Oliveira e Costa, que
Cavaco Silva foi buscar em 1985 ao Banco de Portugal para ser
secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e assumiu a presidência do
BPN em 1998, depois de uma passagem pelo Banco Europeu de
Investimentos e pelo Finibanco. O braço direito de Oliveira e Costa era
Manuel Dias Loureiro, ministro dos Assuntos Parlamentares e
Administração Interna nos dois últimos governos de Cavaco Silva e que
deve ser mesmo bom (até para fazer falcatruas é preciso talento!),
entrou na política em 1992 com quarenta contos e agora tem mais de
400 milhões de euros. Vêm depois os nomes de Daniel Sanches, outro
ex-ministro da Administração Interna (no tempo de Santana Lopes) e
que foi para o BPN pela mão de Dias Loureiro; de Rui Machete,
presidente do Congresso do PSD e dos ex-ministros Amílcar Theias e
Arlindo Carvalho.
Apesar desta constelação de bem pagos gestores, o BPN faliu. Em 2008,
quando as coisas já cheiravam a esturro, Oliveira e Costa deixou a
presidência alegando motivos de saúde, foi substituido por Miguel
Cadilhe, ministro das Finanças do XI Governo de Cavaco Silva e que
denunciou os crimes financeiros cometidos pelas gestões anteriores. O
resto da história é mais ou menos conhecido e terminou com o colapso
do BPN, sua posterior nacionalização e descoberta de um prejuízo de 1,8
mil milhões de euros, que os contribuintes tiveram que suportar. Que
aconteceu ao dinheiro do BPN? Foi aplicado em bons e em maus
negócios, multiplicou-se em muitas operações “suspeitas” que geraram
lucros e que Oliveira e Costa dividiu generosamente pelos seus homens
de confiança em prémios, ordenados, comissões e empréstimos
bancários.
Não seria o primeiro nem o último banco a falir, mas o governo de
Sócrates decidiu intervir e o BPN passou a fazer parte da Caixa Geral de
Depósitos, um banco estatal liderado por Faria de Oliveira, outro ex-
ministro de Cavaco e membro da comissão de honra da sua
recandidatura presidencial, lado a lado com Norberto Rosa, ex-secretário
de estado de Cavaco e também hoje na CGD. Outro social-democrata
com ligações ao banco é Duarte Lima, ex-líder parlamentar do PSD, que
se mantém em prisão preventiva por envolvimento fraudulento com o
BPN e também está acusado pela polícia brasileira do assassinato de
Rosalina Ribeiro, companheira e uma das herdeiras do milionário Tomé
Feteira. Em 2001 comprou a EMKA, uma das offshores do banco por três
milhões de euros, tornando-se também accionista do BPN.
Em 31 de julho, o ministério das Finanças anunciou a venda do BPN, por
40 milhões de euros, ao BIC, banco angolano de Isabel dos Santos, filha
do presidente José Eduardo dos Santos, e de Américo Amorim, que tinha
sido o primeiro grande accionista do BPN. O BIC é dirigido por Mira
Amaral, que foi ministro nos três governos liderados por Cavaco Silva e é
o mais famoso pensionista de Portugal devido à reforma de 18.156 euros
por mês que recebe desde 2004, aos 56 anos, apenas por 18 meses
como administrador da CGD. O Estado português queria inicialmente 180
milhões de euros pelo BPN, mas o BIC acaba por pagar 40 milhões
(menos que a cláusula de rescisão de qualquer craque da bola) e os
contribuintes portugueses vão meter ainda mais 550 milhões de euros
no banco, além dos 2,4 mil milhões que já lá foram enterrados. O
governo suportará também os encargos dos despedimentos de mais de
metade dos actuais 1.58 trabalhadores (20 milhões de euros).
As relações de Cavaco Silva com antigos dirigentes do BPN foram muito
criticadas pelos seus oponentes durante a última campanha das eleições
presidenciais. Cavaco Silva defendeu-se dizendo que apenas tinha sido
primeiro-ministro de um governo de que faziam parte alguns dos
envolvidos neste escândalo. Mas os responsáveis pela maior fraude de
sempre em Portugal não foram apenas colaboradores políticos do
presidente, tiveram também negócios com ele. Cavaco Silva também
beneficiou da especulativa e usurária burla que levou o BPN à falência.
Em 2001, ele e a filha compraram (a 1 euro por acção, preço feito por
Oliveira e Costa) 255.018 acções da SLN, o grupo detentor do BPN e, em 2003, venderam as acções com um lucro de 140%, mais de 350 mil
euros. Por outro lado, Cavaco Silva possui uma casa de férias na Aldeia
da Coelha, Albufeira, onde é vizinho de Oliveira e Costa e alguns dos
administradores que afundaram o BPN. O valor patrimonial da vivenda é
de apenas 199 469,69 euros e resultou de uma permuta efectuada
em 1999 com uma empresa de construção civil de Fernando Fantasia,
accionista do BPN e também seu vizinho no aldeamento.
Para alguns portugueses são muitas coincidências e alguns mais
divertidos consideram que Oliveira e Costa deve ser mesmo bom
economista(!!!): Num ano fez as acções de Cavaco e da filha quase
triplicarem de valor e, como tal, poderá ser o ministro das Finanças
(!!??) certo para salvar Portugal na actual crise económica. Quem sabe,
talvez Oliveira e Costa ainda venha a ser condecorado em vez de ir parar
à prisão….ah,ah,ah.
O julgamento do caso BPN já começou, mas os jornais pouco têm falado
nisso. Há 15 arguidos, acusados dos crimes de burla qualificada,
falsificação de documentos e fraude fiscal, mas nem sequer se sentam
no banco dos réus. Os acusados pediram dispensa de estarem presentes
em tribunal e o Ministério Público deferiu os pedidos. Se tivessem
roubado 900 euros, o mais certo era estarem atrás das grades, deram
descaminho a nove biliões e é um problema político.
Nos EUA, Bernard Madoff, autor de uma fraude de 65 biliões de dólares,
já está a cumprir 150 anos de prisão, mas os 15 responsáveis pela
falência do BPN estão a ser julgados por juízes “condescendentes”, vão
apanhar talvez pena suspensa e ficam com o produto do roubo, já que
puseram todos os bens em nome dos filhos e netos ou pertencentes a
empresas sediadas em paraísos fiscais. Oliveira e Costa colocou as suas
propriedades e contas bancárias em nome da mulher, de quem
entretanto se divorciou após 42 anos de casamento. Se estivéssemos nos EUA, provavelmente a senhora teria de devolver o dinheiro que o
marido ganhou em operações ilegais, mas no Portugal dos brandos
costumes talvez isso não aconteça
Dias Loureiro também não tem bens em seu nome. Tem uma fortuna de
400 milhões de euros e o valor máximo das suas contas bancárias são
apenas cinco mil euros. Não há dúvida que os protagonistas da fraude do
BPN foram meticulosos, preveniram eventuais consequências e seguiram
a regra de Brecht: “Melhor do que roubar um banco é fundar um”.
in Blog Ironia de Estado
24 de Outubro de 2012
Tu e 6 outras pessoas
4 comentários
Ira
Ira
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4 comentários
  • Francisco Jose P. Gomes
    Esse foi um dos escândalos , relembrem a história de uma fraude protagonizada pelo então Francisco Sá carneiro, sobre a caixa geral depósitos,
    2
    • Gosto
    • Responder
    • 2 d
    • Basilio De
      Francisco Jose P. Gomes , Não arranjei uma imagem desse Pilantra e do Primo Ó Cavaco Vai-te Embora e ficou o priminho Mario Soares não menos Pilantra
      • Gosto
      • Responder
      • 1 d
    • Francisco Jose P. Gomes
      Basilio De está numa publicação de um livro lançado na altura pelo jornal tal e qual , se procurar na NET o livro que fala sobre uma fraude de Sá carneiro ele aparece senão tenho muito gosto em fornecer essa foto desse livro pois ainda o tenho em casa
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      • Responder
      • 1 d
    • Jose Monteiro
      Tem material que chegue para uma tese de doutoramento de um futuro doutor que pode ser transformada em livro e editada nos PALOP e em todas as línguas onde se estudem os mais fantásticos golpes de fraudes económicas em cadeia!
      Fica a dica para um estudante de economia e finanças!
      Para um cineasta tem já um guião que pode ser melhorado e basta encontrar uns sósias para aqueles que já desistiram e são poucos! Mas cuidado, com o Dias Loureiro, ele tem os cães amestrados!

Comentários

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