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Um texto de análise encontrado algures na "net" e depois traduzido e "trabalhado" por este vosso amigo:Antonio Pereira está com Raul Luis Cunha. 10 h ·

 Antonio PereiraPCP

Antonio Pereira 10 h 
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Publicação do Major-general, Raul Luís Cunha.
Um texto de análise encontrado algures na "net" e depois traduzido e "trabalhado" por este vosso amigo:
O INCREMENTO DO CAOS
O mundo está em plena loucura e os arquitetos desse caos estão confortavelmente sentados em Washington e Londres (e em Telavive), em plena conspiração de estratégias sombrias, que incluem projectos manchados de sangue, para tentarem preservar o seu domínio global. Aperfeiçoaram a arte de agitar o recipiente, não para estabilizar o mundo, mas para o manter a ferver, com a tampa a abanar violentamente, mas de forma a não transbordar – pelo menos por enquanto, pois há que manter o valor das ações da Raytheon!
O Líbano e a Síria, são teatros gémeos de um tormento sem fim, cambaleando sob o peso de guerras que verdadeiramente nunca acabam. As ruínas destas nações são devastadas pelos abutres que todos sabemos quem são, que financiam, treinam, armam e protegem os “cortadores de cabeças”, mercenários sangrentos da ideologia e da ganância, peões da CIA, do MI6, da Mossad e dos turcos. Mas, para o Ocidente, estes criminosos são “dos nossos”!
A Ucrânia? Apenas mais um teatro para a ambição desvairada do Ocidente, que utiliza Zelensky como líder para tentar sangrar a Rússia até ao último ucraniano! Zelensky – o Servidor do Povo, insuflado pelos seus manipuladores como símbolo de desafio, enquanto o seu povo é esmagado na lama e no frio. Será que se imagina como sendo o chefe de alguma nobre resistência, um Churchill de t-shirt? “Até ao último ucraniano” não é apenas um slogan – é toda uma política.
A França, entretanto, envaidece-se e posiciona-se sob o seu “petit roi” – um fulano que se considera Napoleão, mas que nem sequer se consegue qualificar como um gestor regional do declínio da Europa. O seu país está a arder enquanto ele se recreia, Barnier sai, há protestos nas ruas e um problema impossível de resolver num parlamento dividido em 3 corpos. Mas, pelo menos, ainda tem a sua querida “Brigitte” para o consolar...
Depois há a Alemanha, o suposto adulto da Europa, agora governado pelas crianças ideológicas do Partido Verde. Ou não passam de amadores ou o seu objectivo é destruir o seu próprio país… Uma nação que já foi sinónimo de disciplina e previsão, tropeça agora nos caprichos dos eco-fanáticos e numa falsa postura moralista. Crises de energia? Decadência estrutural? Não há problema – os Verdes têm slogans para tudo resolver! Não se preocupem, pois eles vão dar uma volta de 360 graus à Alemanha.
Em Gaza – uma tragédia interminável de opressão. Os Estados Unidos, sempre os maestros do caos, também aqui mantêm o recipiente a ferver, ao financiarem e armarem o opressor enquanto apontam o dedo aos oprimidos. Declarações de preocupação, promessas de paz e nada muda. É uma ferida aberta, um lugar onde a esperança morreu e o mundo assiste com a mesma indiferença entorpecida que a de uma multidão que observa um acidente de viação em câmara lenta.
E quem é que tentou promover uma tentativa de golpe na Coreia do Sul para o final de 2024? Os mesmos velhos jogos militares / políticos que já nos tínhamos esquecido serem característicos na Coreia do Sul, mas agora com uma nova camada de absurdo. E Kim Jong Un no Norte, a observar e a gozar tudo, mesmo apesar de continuar a ser fantasiosamente acusado de ter fornecido milhares de combatentes à Rússia. É claramente um barril de pólvora – mas será que é tudo?
Na Geórgia, mais umas tentativas de revolução colorida – os “valores democráticos” do Ocidente em plena exibição. Democracia! Mas com uma pequena ressalva. Só é democrático se votarem em quem o Ocidente disser.
E na Roménia a desfaçatez de forçar a anulação de resultados eleitorais que não agradaram – como foi possível a quase eleição de um candidato que queria acabar com o apoio à guerra? Não esquecendo a Moldávia onde a grosseira manipulação dos possíveis votantes (impedindo de votar a maioria da diáspora na Rússia) fez com que a vontade dos autênticos residentes no País não fosse respeitada.
Este é o mundo que o Ocidente está a construir – um planeta em permanente convulsão, onde cada conflito é um espetáculo de marionetas e cada líder uma marioneta dançando por ação das cordas manobradas a partir de Washington ou de Londres. Este caos não é acidental; e essa é a questão. Dividir para conquistar, destabilizar e dominar – é o guião mais antigo deste jogo.
Noutros tempos podiam ter tido outras ferramentas, mas agora já jogaram todas as suas outras cartas e a única que lhes resta é a do caos.
E a tragédia é que o restante de todos nós está enredado neste espetáculo para consumo próprio daqueles miseráveis, continuando a observar impotentes enquanto as chamas aumentam.
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