VÍTOR DIAS (N. 1945)
Militante activo da resistência contra o fascismo, teve um destacado papel nos combates pela Democracia. Estava preso em Caxias no 25 de Abril. Foi membro da CDE de Lisboa e seu candidato na lista de Lisboa, em 1973.
Foi dirigente do PCP até 2004. Intransigente nos seus ideais, que sempre defendeu com vigor e inteligência, é um homem modesto e generoso, e fiel aos amigos de sempre, independentemente dos seus posicionamentos ideológicos.
1. Vítor Manuel Caetano Dias (1945) nasceu em Vila Franca de Xira a 13 de Setembro de 1945. Fez os estudos liceais em Vila Franca de Xira e depois frequentou a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, de cuja associação académica foi dirigente (1967-1968).
Entre 1963 e 1965 trabalhou como escriturário na Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e, de Outubro de 1971 a Outubro de 1974, foi empregado do Sindicato dos Caixeiros de Lisboa.
Em 1969, apesar de estar a cumprir o serviço militar, colaborou activamente na comissão de base de Vila Franca de Xira, no âmbito da campanha eleitoral da CDE.
Foi presidente da secção cultural da União Desportiva Vilafranquense e, entre 1970 e 1972, dirigente da Cooperativa Livreira DEVIR. Participou na luta contra o Decreto-Lei que, em 1970, restabeleceu a sujeição das cooperativas (que até então estavam juridicamente tuteladas apenas pelo Código Comercial) ao regime das colectividades e outras associações, o que obrigava à entrega e aprovação dos seus estatutos e homologação dos seus dirigentes pelos governos civis ou Ministério do Interior. O Decreto- Lei 520/71 visava em especial, do ponto de vista político, as cooperativas livreiras. A luta durou dois anos, teve múltiplas peripécias e acabou com o encerramento de praticamente todas as cooperativas.
Em Maio de 1972, foi um dos subscritores de um manifesto intitulado «A Situação Política Portuguesa e o Fracasso do Reformismo», apreendido pela DGS, e por isso interrogado. Entrou para o Partido Comunista em 1973.
Fez parte da comissão nacional do III Congresso da Oposição Democrática, realizado em Aveiro, em 1973. Depois da sua candidatura, em Outubro de 1973, pela CDE de Lisboa, seria preso pela DGS, em 6 de Abril de 1974, e libertado na madrugada de 27 do mesmo mês.
Foi activista e dirigente da CDE de Lisboa desde a sua fundação (1969) e do MDP-CDE, desde a sua transformação em partido político até Março de 1976.
2. No PCP foi membro do Conselho de Informação para a Imprensa e membro do Conselho de Imprensa, a partir de 1976.
Entre Dezembro de 1979 e Dezembro de 2008 integrou o Comité Central do PCP, partido de cuja comissão política fez parte, entre Março de 1990 e Dezembro de 2004. Entre 1979 e Março de 1990, foi responsável pelo Gabinete de Imprensa do mesmo partido.
Foi assessor da Câmara Municipal da Moita.
3. Tem vasta colaboração – editoriais, artigos e crónicas – dispersa por diversos jornais, como Unidade, Avante, O Militante, O Diário e Semanário.
No seu blog «O tempo das cerejas” – muito divulgado e com grande frequência, no espaço da blogosfera – deixa regularmente apontamentos sobre a situação política nacional e mundial.
Biografia da autoria de Helena Pato, com dados biográficos, entre outra fontes, de:
Mário Matos e Lemos

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