APRENDENDO A SER FELIZ.
Talvez por me lembrar tanto da meninice, eu me sinta assim, agora,
cheia de saudades.
Tão bom ter pai e mãe por perto, Tão bom a lembrança do cheiro da comida incendiando o ar, enquanto um anjo cozinhava.
La estava eu, calçando o ar. La estava eu, galgando sonhos.
Não me importava com o preço, não queria saber de adereços, era eu e a natureza.
Abraçava meu dia como amigo fiel, abraçava a noite como santa
recompensa.
Tinha folga toda hora, embora trabalhasse minhas mãos, tinha o mundo aos meus pés, embora fosse ele tão raso.
Amigo imaginário era um pé de milho que nascera em meu quintal, de suas espigas fazia bonecas, de seu cabelo fazia trança. e me deliciava com o simples,
Tudo estava tão longe; Gente cruel, pobreza, luto.
Minha televisão era o céu, minha esperança, o azul, detestava quando o cinza tomava seu espaço.
Mas o cinza trazia poças, e as poças se tornavam piscinas, e a felicidade morava ali.
Eramos como famílias formiguinhas, cada um sabia o que se precisava, e os risos nos mimavam como Deus em seu lugar.
Quão preciosa lembrança, dos meus avós maternos , meus tios Francisco e Madalena meus primos Silvio e outros oito irmãos que aos pouco chegavam na minha casa eu a primogênita e aos poucos o avião jogava mais bebês nove ao todo. Éramos de famílias numerosas .Para mim, só existia eles, nós e suas crianças.
Nada além daquele mundo, nada a nos espreitar, só figuras de amor.
m@ria









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