Avançar para o conteúdo principal

ASSOCIAÇÕES DE CUBANOS NO ESTRANGEIRO, DENUNCIAM BLOQUEIO E CIBERATAQUES CONTRA O POVO CUBANO

 

|CUBA

Cubanos residentes no estrangeiro denunciam campanhas contra o seu país

Mais de trinta associações de cubanos residentes no estrangeiro denunciaram o terrorismo mediático, a ciberguerra, as campanhas de ódio e incitamentos à violência lançadas contra o seu país.

Bnadeiras nacionais de Cuba em Havana 
Bnadeiras nacionais de Cuba em Havana Créditos/ Asociación valenciana de amistad con Cuba «José Martí»

Num comunicado conjunto publicado no portal Nación y Emigración, as associações condenaram igualmente o recrudescimento do bloqueio económico, comercial e financeiro dos EUA contra a Ilha, num momento em que a luta contra a pandemia de Covid-19 está no seu ponto mais crítico.

O documento exige o fim imediato do cerco «cruel e desumano», e refuta qualquer intromissão nos assuntos internos do país caribenho, disfarçada de alegada «intervenção humanitária» ou «qualquer roupagem intervencionista».

Também denuncia o «recente ataque terrorista contra a Embaixada cubana em França e os actos de vandalismo contra outras sedes diplomáticas cubanas no mundo».

São «factos condenáveis e que violam o direito internacional», refere o texto, lembrando que também violam as leis dos países onde foram perpetrados, como «resultado da retórica hostil, da manipulação e dos apelos à violência a partir dos Estados Unidos».

Cuba não está só

«Cuba não está só, apesar da política genocida dos seus vizinhos do Norte», afirma o comunicado, em que se sublinham as múltiplas expressões de apoio e solidariedade com Ilha da parte de governos, amigos de todo o mundo e dos compatriotas residentes no estrangeiro.

Estes últimos, conscientes da grave situação que a sua terra natal atravessa, «juntam forças oferecendo doações e contributos ao sistema de saúde cubano», que, «com escassos recursos, enfrenta a pandemia e leva a cabo uma massiva campanha de imunização contra a Covid-19, a partir de vacinas desenvolvidas inteiramente» por cientistas cubanos.

«Os cubanos [...] fazem um apelo à paz», refere a nota, sublinhando que «apenas aos cidadãos do país cabe dilucidar e resolver os problemas do país, num clima de harmonia e liberdade, de dignidade e justiça, de trabalho e criação, inclusivo e participativo, para o qual todos podem contribuir com respeito e empenho no futuro».

As associações de cubanos residentes no estrangeiro reafirmam a sua convicção de que «a solução para as graves dificuldades económicas e sociais que Cuba enfrenta» passa pelo levantamento total e sem condições do bloqueio norte-americano.

Neste sentido, «qualquer outra ideia de "ajuda" que não reconheça essa realidade ou não exija o seu fim não fará mais que juntar os seus promotores aos cúmplices de uma política genocida e criminosa rejeitada há mais de 29 anos por toda a comunidade mundial», refere o texto.

As associações de cubanos no estrangeiro destacaram ainda o papel da unidade popular nos triunfos do país, e reafirmaram que o patriotismo é amor e não expressão de ódio.

TÓPICO

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Vasco Lourenço não compreende que Governo se demarque do 25 de Abril por Antena 1

  Vasco Lourenço não compreende que Governo se demarque do 25 de Abril por Antena 1         100% Volume 00:43 00:43 Foto: Tiago Petinga - Lusa PUBLICIDADE Portugal vive esta quinta-feira o primeiro de três dias de luto pela morte de Francisco e o Governo anunciou que pretende abster-se de participar em festividades do 25 de Abril, porque o luto nacional implica reserva, segundo o ministro Leitão Amaro. O presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, não consegue compreender a decisão do Executivo. PUB Política   |   Eleições Legislativas 2025 atualizado 24 Abril 2025, 14:12 Governo reage a críticas e reitera que não recomendou o cancelamento de sessões evocativas do 25 de Abril por RTP         António Cotrim - Lusa Ouvir Em nota enviada esta quinta-feira às redações, o gabinete do primeiro-ministro frisou que o Governo não restringiu nem recomendou o cancelamento de quaisquer sessões evocativas do 25 de Abril, nas quais semp...

O último suspiro? (Major-General Carlos Branco, in Jornal Económico, 26/09/2024)

  O último suspiro? ( Major-General Carlos Branco, in Jornal Económico, 26/09/2024) O apoio dos EUA tem limites. Os pacotes da ajuda têm vindo a reduzir e as sondagens na Ucrânia mostram uma sociedade cada vez mais cansada da guerra, e o aumento dos que estão dispostos a considerar a paz sem uma vitória total. Gosta da Estátua de Sal? Click aqui O  mainstream  mediático tem passado a ideia, ao longo dos últimos dois anos e meio da guerra na Ucrânia, de que a Rússia é chefiada por um indigente louco, é fraca e incapaz no campo de batalha. Sem capacidade industrial sofrerá facilmente uma derrota estratégica. Essa apresentação simplista, deliberadamente falsa e enganadora das capacidades da maior potência nuclear do globo é perigosa. Criou nos analistas do ar condicionado perceções enviesadas da realidade. Não obstante a falsidade óbvia, a tese foi profusamente difundida e convenientemente subscrita. Mas nada do propalado se concretizou. A economia russa não só não descambou...

Texto do general Raul Luis Cunha, partilhado por Jose Manuel Ribeiro Odragao

  Jose Manuel Ribeiro Odragao 6 d   · Raul Luis Cunha Caros Amigos, Este texto é apresentado por força de estar anunciada uma próxima greve geral dos trabalhadores portugueses, a qual já está a ser criticada e mimoseada com os piores epítetos pelos saudosistas do anterior regime, malandragem e carpideiras do costume. Assim e porque a minha condição de militar reformado não me permite aderir, aqui manifesto deste modo a minha solidariedade com os grevistas porque creio que todos nós desejamos um Portugal melhor, porque também não queremos ter vergonha do nosso País e porque estou convicto que não queremos que nos afundem na barbárie e no fascismo. Temos de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para não comprometer o futuro de Portugal, porque o presente e o passado recente não podem ser mudados com novas leis iníquas, por mais que haja alguns para quem isso não esteja bem claro. E, embora os Militares de Abril antifascistas tenham escrito os capítulos mais importantes ...