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Texto de Elias Richau, por Victor Rosa + comentários...

 

Elias Richau
CLARO, SÃO A PESTE NO PLANETA TERRA .!
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O Kremlin alertou os Estados Bálticos: em caso de guerra, vocês serão os primeiros a serem destruídos
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O secretário de imprensa do presidente russo, Dmitry Peskov, considerou prejudicial a política anti-russa da Polônia e dos países bálticos. O envio de novas unidades da OTAN para o Báltico priva esses países de perspectivas futuras. O anúncio de Peskov veio logo após a notícia de que a Lituânia sediaria uma cúpula da OTAN em 2023. O Kremlin enviou um sinal oficial e severo aos Estados Bálticos: no caso de uma nova escalada das tensões militares nas fronteiras russas, você será o primeiro a ser destruído se houver um confronto direto entre a Rússia e a OTAN.
“Infelizmente, recebemos informações de que na cúpula [da UE] de ontem, vários países se manifestaram contra esse diálogo [com a Rússia]. Sabemos que estamos a falar principalmente dos chamados Jovens Europeus; estes são os estados bálticos, Polônia. Repito mais uma vez: lamentamos isso ”, comentou Dmitry Peskov sobre o comportamento escandaloso dos países do Leste Europeu, que ficaram indignados com a ideia de verdadeiros europeus ocidentais convidarem Vladimir Putin para a cúpula da UE.
“Estes são os mesmos países que na maioria das vezes falam sem fundamento sobre a existência de uma certa ameaça da Federação Russa para eles”, disse o porta-voz do Presidente da Rússia. - São justamente estes países que estão a fazer todo o possível para colocar no seu território o maior número de NATO e militares de outros países do mundo, em particular dos Estados Unidos. Isso cria um círculo vicioso. "
É claro que esta é uma repreensão à reação abertamente indecente dos bálticos e de outros à perspectiva de ver um líder russo em Bruxelas. No entanto, Peskov vai além.
Ele fala diretamente sobre as consequências desastrosas que aguardam os Estados Bálticos se a linha anti-russa deformada da Lituânia, Letônia e Estônia continuar. “Esses países, por um lado, falam do perigo, por outro, hospedam forças armadas estrangeiras, expondo-se assim a perigos ainda maiores. Além disso, eles ainda se recusam a dialogar. Do nosso ponto de vista, essa posição é ilógica. Além disso, é prejudicial do ponto de vista das perspectivas para o futuro ", - disse um porta-voz de Putin.
Em termos de significado, este discurso do representante das autoridades russas sobre a "questão do Báltico" está no mesmo nível da declaração da representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, que no início do ano declarou os países bálticos "tóxico". Assim, Moscou deixou publicamente claro que não está interessado em desenvolver relações com o Báltico. Investir tempo e trabalho da Rússia em cooperação com a Lituânia, Letônia e Estônia é inútil, porque os líderes desses países são loucos e não podem se comportar adequadamente em relação ao seu grande vizinho.
A declaração de Peskov ao Báltico é igualmente dura e franca.
O Kremlin, de fato, deixa claro que, no caso de um confronto militar direto entre a Rússia e a OTAN na região do Báltico, esses três países serão os primeiros a evaporar. O sinal enviado por Moscou está relacionado com o fato de que foi decidido realizar a cúpula da OTAN em 2023 na Lituânia. É claro que a Lituânia e os outros países bálticos tentarão usar essa circunstância para atrair novas unidades militares da Aliança do Atlântico Norte para as fronteiras russas. Eles não escondem o fato de que a militarização do Báltico não acabou, sua segurança não pode ser considerada satisfatória e quanto mais a OTAN estiver perto das fronteiras da Rússia, melhor.
O Kremlin, em resposta, avisa sem rodeios sobre as consequências.
O desejo dos países da periferia oriental de concentrar o maior número possível de militares da OTAN na fronteira russa não leva a garantir a segurança na Europa.
“Pelo contrário, leva a um aumento das tensões. Esse é o problema.
Afinal, não somos nós que destacamos nossas forças armadas em terceiros países, mas as forças armadas estrangeiras estão posicionadas nas proximidades de nossas fronteiras, o que nos obriga a tomar medidas para nos proteger ”, disse Dmitry Peskov.
As autoridades russas estão gradualmente desenvolvendo o hábito de falar dura e francamente sobre o Báltico. Esta é uma nova etapa nas relações russo-bálticas, porque até agora a resposta de Moscou aos escândalos e histeria de Vilnius, Riga e Tallinn tem sido um insulto à indiferença. Os líderes bálticos poderiam comparar a Federação Russa com o Terceiro Reich, chamá-lo de estado terrorista e falar em voz alta sobre as deficiências mentais de Vladimir Putin. A reação oficial máxima que se seguiu de Moscou é um conselho irônico para moderar seu entusiasmo pelo Komsomol.
A tática escolhida não foi devido a alguma gentileza de Moscou ou sua falta de vontade de levar os países bálticos a sério, mas ao entendimento de que Moscou está sendo provocada. Através dos Estados Bálticos, os "falcões" ocidentais mais radicais sempre trabalharam para "conter" a Rússia, que precisava das ações mais drásticas e agressivas do Kremlin contra os aliados mais fracos e indefesos da OTAN, a fim de levar a luta contra a Rússia a um nível qualitativamente novo - o nível de confronto militar.
Em 2014-2017, quando o maior fluxo de abusos contra Moscou vinha da costa do Báltico, a Rússia não estava pronta para um confronto direto com a OTAN. Nem militarmente, nem administrativamente, nem economicamente. Portanto, o governo russo simplesmente ignorou o Báltico e parecia ignorar sua existência.
A emergente nova linguagem política do discurso público sobre os Estados Bálticos atesta que a Rússia está agora pronta para uma colisão frontal com a OTAN. Agora, informações sobre as consequências desse confronto para os países pelos quais e em cujo território pode ocorrer foram trazidas ao conhecimento da Lituânia, Letônia e Estônia pelo Kremlin.
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Tu, Victor Rosa e 9 outras pessoas
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  • Emilia Pontes E Silva
    A Rússia faz parte da Europa, EUA não. O que os europeus pensam?
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    • 2 h
  • Jose Monteiro
    Confesso que a nossa vida politica caseira é tão enfadonha como a chuva miudinha, aquela a que vamos designando de "molha tolos" ou todos, é indiferente! Desde que tenhamos duas ou três formas de entretenimento (não cito nenhuma para que alguma não se ofenda)podendo servir aquela trilogia dos 3 F's! O tal arco da governação, de tão esbatido na sua curvatura, está mais apto para servir (e vai servindo)de cadeira de baloiço à sombra da nogueira que cresceu ao lado do quintal. Mas balança pouco tempo, o sono é mais forte que o estar em vigília! Uma estopada!
    Para a politica internacional, com toda a franqueza, não é ciência que me mobilize para além da curiosidade, mesmo que procure estar atento ao que se passa, sobretudo nos Continentes a Sul do Mediterrânio e entre os dois oceanos, o Atlântico e o Pacifico, ou sejam, a África e a América, neste caso a América Latina!
    Este ano de 2021, aquele em que mais tempo lhe tenho dedicado, tem sido de uma dinâmica que galvaniza e empolga: quer para o bem, quer para o mal! De tal modo me tem seduzido que acabei por criar um espaço para ir guardando o que vou conseguindo copiar, não para me servir dos documentos de imediato, mas para consulta e registo histórico!
    Quanto a geopolítica, quase me daria por satisfeito com o fracasso da tão badalada globalização! Abortou e ainda bem! Os Impérios, de tão imperiais, vão ruindo com mais ou menos estardalhaço! Resta o mais resistente e que está numa fase de tal modo crítica que o perigo maior é ser atingido pela derrocada, mesmo que o método seja o da implosão, divulgado como explosivo!
    Para não gastar muita mais cera com ruins defuntos, estou mais que convencido de que todo este arraial em curso tem mais a ver com a venda de armas do que a ameaça real que pode representar! Disse, um dos mais directamente envolvidos, numa conferência de imprensa, respondendo a uma pergunta de alguém que não fixei, que não é muito fácil alguém pensar em desencadear uma guerra que envolva a maioria dos paises, uma vez que todos sabem que não haverá vitoriosos!
    E esta azáfama em volta dos mares do norte e do báltico, não passa de uma arruaça! Pouco ou muito eficientes todos têm os seus meios de informação (fico sempre com vontade de rir quando os tratam por inteligência) e por isso sabem que se os mísseis começarem a cruzar os ares, não se vão parecer mesmo nada com a guerra do José Rodrigues dos Santos e do Nuno Rogeiro a mostrarem o directo do Iraque!
    Até parecia uma festa de aldeia com dois pirotécnicos ao desafio. Foi uma coisa feia e muito má, mas nada de imaginável com o que seriam os NATOS, o Irão, Israel, Turquia, Russia, China e muito provavelmente a Coreia do Norte, para não citar outros, a cruzarem-se nas alturas, mesmo que alguns de lá não passassem, mas os estilhaços sempre viriam parar nas nossas barracas ou, o que seria uma sorte, caírem na moleirinha!
    A coisa mais caricata que todos ouviram, mas que nada teve de inteligente, foi a cena dos 50 papéis ultra-secretos que estavam à espera do próximo autobus, em Londres, e que perderam o portador, ficando no banco e com uma indicação: "Quem me encontrar, por favor, levem-me à BBC que eles estão à minha espera!"
    E a BBC deve ter dado ordem de marcha ao avião que foi para os lados do navio do Brexit a ver o que se ia passar!
    Não me lixem! A guerra mundial mete-me tanto medo como o Covid 19 ou como a morte que irá aparecer um dia qualquer!
    Ganhem juízo e vejam se dormem tranquilos! Os que não têm grandes pesos de consciência, de certeza que dormirão!

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