CITAÇÕES DE MACHADO DE ASSIS
"Viva imaginação, delicadeza e força de sentimentos, graças de estilo, dotes de observação e análise, ausência às vezes de reflexão e pausa, língua nem sempre pura, nem sempre copiosa, muita cor local."
- Machado de Assis, "Notícia da atual literatura brasileira: instinto de nacionalidade" - in: Machado de Assis: crítica, notícia da atual literatura brasileira. São Paulo: Agir, 1959, p. 28-34.
- Machado de Assis, "Notícia da atual literatura brasileira: instinto de nacionalidade" - in: Machado de Assis: crítica, notícia da atual literatura brasileira. São Paulo: Agir, 1959, p. 28-34.
"Meu amigo, a imaginação e o espírito têm limites; a não ser a famosa botelha dos saltimbancos e a credulidade dos homens, nada conheço inesgotável debaixo do sol."
- Machado de Assis, em "O anel de Polícrates".
"A arte de viver consiste em tirar o maior bem do maior mal."
- Machado de Assis, em "'Iaiá Garcia' - capítulo III".
- Machado de Assis, em "O anel de Polícrates".
"A arte de viver consiste em tirar o maior bem do maior mal."
- Machado de Assis, em "'Iaiá Garcia' - capítulo III".
"Não é desprezo pelo que é nosso, não é desdém pelo meu país. O país real, esse é bom, revela os melhores instintos; mas o país oficial, esse é caricato e burlesco. A sátira de Swift nas suas engenhosas viagens cabe-nos perfeitamente. No que respeita à política nada temos a invejar ao reino de Lilipute."
- Machado de Assis, em "Diário Carioca' (29.12.1861).
"Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. Mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo."
- Machado de Assis, em "'Dom Casmurro' - Capítulo II".
"A alma da gente, como sabes, é uma casa assim disposta, não raro com janelas para todos os lados, muita luz e ar puro. Também as há fechadas e escuras, sem janelas ou com poucas e gradeadas, à semelhança de conventos e prisões. Outrossim, capelas e bazares, simples alpendres ou paços suntuosos."
- Machado de Assis, em "'Dom Casmurro' - Capítulo LVI".
"...os que amam a natureza como ela quer ser amada, sem repúdio parcial nem exclusões injustas, não acham nela nada inferior."
- Machado de Assis, em "'Dom Casmurro' - Capítulo CXI".
"As pessoas valem o que vale a afeição da gente, e é daí que mestre Povo tirou aquele adágio que quem o feio ama bonito lhe parece."
- Machado de Assis, em "'Dom Casmurro' - Capítulo CXXXI".
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| Machado Assis, óculos e caneta |
- Machado de Assis, em "'Dom Casmurro' - Capítulo CXVIII".
"O destino, como todos os dramaturgos, não anuncia as peripécias nem o desfecho. Eles chegam a seu tempo, até que o pano cai, apagam-se as luzes, e os espectadores vão dormir."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".
"Já agora não esquecerei mais que dei dois ou três meses de felicidade a um pobre diabo, fazendo-lhe esquecer o mal e o resto. É alguma coisa na liquidação da minha vida. Se há no outro mundo tal ou qual prêmio para as virtudes sem intenção, esta pagará um ou dois dos meus muitos pecados."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".
"Nem tudo é claro na vida ou nos livros."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".
"Por que razão os sonhos hão de ser assim tão tênues que se esgarçam ao menor abrir de olhos ou voltar de corpo, e não continuam mais?"
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".
"Há alguma exageração nisto; mas o discurso humano é assim mesmo, um composto de partes excessivas e partes diminutas, que se compensam, ajustando-se."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".
"Um dos costumes da minha vida foi sempre concordar com a opinião provável do meu interlocutor, desde que a matéria não me agrava, aborrece ou impõe."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".
"Era assaz sincera para dizer o mal que sentia de alguém, e não sentia bem de pessoa alguma."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".
"A minha alegria acordava a dele, e o céu estava tão azul, e o ar tão claro, que a natureza parecia rir também conosco. São assim as boas horas deste mundo."
- Machado de Assis, em "Dom casmurro".
"A vaidade é um princípio de corrupção."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".
"Catei os próprios vermes dos livros, para que me dissessem o que havia nos textos roídos por eles.- Meu senhor, respondeu-me um longo verme gordo, nós não sabemos absolutamente nada dos textos que roemos: nós roemos.Não lhe arranquei mais nada. Os outros todos, como se houvessem passado palavra, repetiam a mesma cantilena. Talvez esse discreto silêncio sobre os textos roídos, fosse ainda um modo de roer o roído."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro", 26ª ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 117.
"Ó ruas antigas! ó casas antigas! ó pernas antigas! Todos nós éramos antigos, e não é preciso dizer que no mau sentido, no sentido de velho e acabado."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".
“Os olhos continuaram a dizer coisas infinitas, as palavras de boca é que nem tentavam sair, tornavam ao coração caladas como vinham…”
- Machado de Assis, no livro “Dom Casmurro”. São Paulo: Ática, 1997.
"Seguiu-se um daqueles silêncios, a que, sem mentir, se pode chamar de um século, tal é a extensão do tempo nas grandes crises."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".
"Era melhor que a fizéssemos por meias palavras ou em silêncio; cada um iria com a sua ferida."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".
"Já agora não esquecerei mais que dei dois ou três meses de felicidade a um pobre diabo, fazendo-lhe esquecer o mal e o resto. É alguma coisa na liquidação da minha vida. Se há no outro mundo tal ou qual prêmio para as virtudes sem intenção, esta pagará um ou dois dos meus muitos pecados."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".
"Nem tudo é claro na vida ou nos livros."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".
"Por que razão os sonhos hão de ser assim tão tênues que se esgarçam ao menor abrir de olhos ou voltar de corpo, e não continuam mais?"
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".
"Há alguma exageração nisto; mas o discurso humano é assim mesmo, um composto de partes excessivas e partes diminutas, que se compensam, ajustando-se."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".
"Um dos costumes da minha vida foi sempre concordar com a opinião provável do meu interlocutor, desde que a matéria não me agrava, aborrece ou impõe."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".
"Era assaz sincera para dizer o mal que sentia de alguém, e não sentia bem de pessoa alguma."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".
"A minha alegria acordava a dele, e o céu estava tão azul, e o ar tão claro, que a natureza parecia rir também conosco. São assim as boas horas deste mundo."
- Machado de Assis, em "Dom casmurro".
"A vaidade é um princípio de corrupção."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".
"Estávamos ali com o céu em nós. As mãos, unindo os nervos, faziam das duas criaturas uma só, mas uma só criatura seráfica. Os olhos continuaram a dizer coisas infinitas, as palavras de boca é que nem tentavam sair, tornavam ao coração caladas como vinham..."
- Machado de Assis, em "'Dom Casmurro' - Capítulo XIV".
"Catei os próprios vermes dos livros, para que me dissessem o que havia nos textos roídos por eles.- Meu senhor, respondeu-me um longo verme gordo, nós não sabemos absolutamente nada dos textos que roemos: nós roemos.Não lhe arranquei mais nada. Os outros todos, como se houvessem passado palavra, repetiam a mesma cantilena. Talvez esse discreto silêncio sobre os textos roídos, fosse ainda um modo de roer o roído."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro", 26ª ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 117.
"Ó ruas antigas! ó casas antigas! ó pernas antigas! Todos nós éramos antigos, e não é preciso dizer que no mau sentido, no sentido de velho e acabado."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".
“Os olhos continuaram a dizer coisas infinitas, as palavras de boca é que nem tentavam sair, tornavam ao coração caladas como vinham…”
- Machado de Assis, no livro “Dom Casmurro”. São Paulo: Ática, 1997.
"Seguiu-se um daqueles silêncios, a que, sem mentir, se pode chamar de um século, tal é a extensão do tempo nas grandes crises."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".
"Era melhor que a fizéssemos por meias palavras ou em silêncio; cada um iria com a sua ferida."
- Machado de Assis, em "Dom Casmurro".
"Aí vinham a cobiça que devora, a cólera que inflama, a inveja que baba, e a enxada e a pena, úmidas de suor, e a ambição, a fome, a vaidade, a melancolia, a riqueza, o amor, e todos agitavam o homem, como um chocalho, até destruí-lo, como um farrapo. Eram as formas várias de um mal, que ora mordia a víscera, ora mordia o pensamento, e passeava eternamente as suas vestes de arlequim, em derredor da espécie humana. A dor cedia alguma vez, mas cedia à indiferença, que era um sono sem sonhos, ou ao prazer, que era uma dor bastarda. Então o homem, flagelada e rebelde, corria diante da fatalidade das coisas, atrás de uma figura nebulosa e esquiva, feita de retalhos, um retalho de impalpável, outro de improvável, outro de invisível, cosidos todos a ponto precário, com a agulha da imaginação; e essa figura, - nada menos que a quimera da felicidade, - ou lhe fugia perpetuamente, ou deixava-se apanhar pela fralda, e o homem a cingia ao peito, e então ela ria, como um escárnio, e sumia-se, como uma ilusão."
- Machado de Assis, em "'Memórias póstumas de Brás Cubas' - Capítulo VII".
"Meu olhar, enfarado e distraído, viu enfim chegar o século presente, e atrás deles os futuros. Aquele vinha ágil, destro, vibrante! cheio de si, um pouco difuso, audaz, sabedor, mas ao cabo tão miserável como os primeiros, e assim passou e assim passaram os outros com a mesma rapidez e igual monotonia."
- Machado de Assis, em "'Memórias Póstumas de Brás Cubas' - Capítulo VII".
"Na vida, o olhar da opinião, o contraste dos interesses, a luta das cobiças obrigam a gente a calar os trapos velhos, a disfarçar os rasgões e os remendos, a não estender ao mundo as revelações que faz à consciência; e o melhor da obrigação é quando, à força de embaçar os outros, embaça-se um homem a si mesmo, porque em tal caso poupa-se o vexame, que é uma sensação penosa, e a hipocrisia, que é um vício hediondo."
- Machado de Assis, em "'Memórias Póstumas de Brás Cubas' - Capítulo XXIV".
"Daqui inferi eu que a vida é o mais engenhoso dos fenômenos, porque só aguça a fome, com o fim de deparar a ocasião de comer, e não inventou os calos, senão porque eles aperfeiçoam a felicidade terrestre. Em verdade vos digo que toda a sabedoria humana não vale um par de botas curtas."
- Machado de Assis, em "'Memórias Póstumas de Brás Cubas' - Capítulo XXXVI".
"Trata de saborear a vida; e fica sabendo, que a pior filosofia é a do choramingas que se deita à margem do rio para o fim de lastimar o curso incessante das águas. O ofício delas é não parar nunca; acomoda-te com a lei, e trata de aproveitá-la."
- Machado de Assis, em "'Memórias Póstumas de Brás Cubas' - Capítulo CXXXVII".
"Tudo era loucura. Os cultores de enigmas, os fabricantes de charadas, de anagramas, os maldizentes, os curiosos da vida alheia, os que põem todo o seu cuidado na tafularia, um ou outro almotacé enfunado, ninguém escapava aos emissários do alienista. Ele respeitava as namoradas e não poupava as namoradeiras, dizendo que as primeiras cediam a um impulso natural e as segundas a um vício. Se um homem era avaro ou pródigo, ia do mesmo modo para a Casa Verde; daí a alegação de que não havia regra para a completa sanidade mental."
- Machado de Assis, em "O Alienista".
"Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa apagar o caso escrito."
- Machado de Assis, em "Verba testamentária". (1881).
“A dor dele era uma espécie de tosse moral, que aplacava e reaparecia, intensa às vezes, as vezes mais fraca, mas sempre infalível.”
— Machado de Assis, no livro ”A mão e a luva”. São Paulo: Ática, 1998"Porque o adjetivo é a alma do idioma, a sua porção idealista e metafísica. O substantivo é a realidade nua e crua, é o naturalismo do vocabulário."
- Machado de Assis, em "Teoria do Medalhão".
"Papel, amigo papel, não recolhas tudo o que escrever esta pena vadia (...). Não, papel. Quando sentires que insisto nessa nota, esquiva-te da minha mesa e foge. A janela aberta te mostrará um pouco de telhado, entre a rua e o céu, e ali ou acolá acharás descanso. Comigo, o mais que podes achar é esquecimento, que é muito, mas não é tudo..."
- Machado de Assis, em "Memorial de Aires".
"Eu, quando era pequenino, achei ainda uma usança da noite de S. João. Era expor um copo cheio d'água ao sereno, e despejar dentro um ovo de galinha. De manhã ia-se ver a forma do ovo; se era navio, a pessoa tinha de embarcar; se era uma casa, viria a ser proprietária, etc. Consultei uma vez o bom do santo; vi claramente visto - vi um navio; tinha de embarcar. Ainda não embarquei, mas, enquanto houver navios no mar, não perco a esperança."
- Machado de Assis. Gazeta de Notícias, 16 dez. 1894.





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