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A mostrar mensagens de dezembro, 2025

Texto da entrevista a Carlos Carvalhas, partilhado por Abilio Martins e organizado por Júlio Bessa Vintém, relacionado com o 25 de Novembro

  PARTIDO COMUNISTA PCP. Abílio Martins   · 20 min   · Júlio Bessa Vintém 1 h   · «O 25 DE NOVEMBRO? UM MOMENTO DE FESTIM PARA OS DERROTADOS NO 25 DE ABRIL» Com o seu nome associado ao documento do oficial miliciano Luís Pessoa, o ex-secretário-geral do PCP, Carlos Carvalhas, acedeu a falar com o AbrilAbril e, publicamente, clarificar algumas especulações e manipulações. Como viu estas comemorações do 25 de Novembro ? Como um não acontecimento. Um deserto popular, com uma parada militar e uma ridícula e despeitada sessão na Assembleia da Republica a cheirar a mofo. Um momento de festim para os derrotados no 25 de Abril, no golpe Palma Carlos, no 28 de Setembro e no 11 de Março. Foi uma comemoração de um golpe militar inserido num processo contra-revolucionário. Foi também uma comemoração aproveitada para novas publicações de reescrita da história, por «historiadores» de facção, uns que não viveram os acontecimentos, outros que foram protagonistas e que pr...

Texto de Eduardo Maltez Silva, publicado por Tita Alvarez

  Tita Alvarez 6 h   · O João grita nas redes. O João comenta greves com desprezo. O João aponta o dedo a imigrantes. O João fala de honra, ordem e autoridade como quem fala de salvação. Sinto pena do João. Pena de quem chama “carácter” à submissão porque sempre foi obediente e irrelevante. Pena de quem transformou “trabalhar muito” numa medalha, porque admitir cansaço seria admitir que foi usado e descartado para nada. Pena de quem precisa de regras duras, punição e autoridade porque, sem um chicote por perto, a sua fragilidade fica nua e insuportável. Este novo mundo da direita populista e neoliberal não nasce da força. Nasce desse vazio individual. A disciplina é a anestesia da sua fraqueza. A punição é o calmante. A vingança é o seu prazer secreto. No João, a obediência é virtude moral — desde que não seja contra si — e, por isso, defende polícia, repressão e castigo com fervor religioso, desde que batam sempre nos de baixo… nos que são diferentes. Quando o João ataca...